I watched the 4th and final season with a thirst to see what happened to my favorite characters, and it was the collapse of my expectations.
I was happy with the idea of Laura Neal being asked to write the end of this great series, and my enthusiasm accompanied each episode. Truth be told, a happy ending would be what I most wanted, despite realizing that Villanelle's death might be more fitting, seeing as, in previous seasons, she attacked and killed everyone in Eve's circle. It might be strange that they lived the romance so desired by a wide community without having repercussions for her actions. I was thrilled when I saw them kiss, a boon for us, and when they apparently consummated love, sex that throughout the series they share with other characters, finally letting all the sexual tension that unites them have representation in the series. It was the euphoria before the shock.
I didn't like the episodes and very little of this season. The connection with the previous season was left behind-remembering that they looked at each other on the bridge and that ending was apotheotic and fantastic. All that was missing was what half the world imagined-heading towards each other.
The first episodes of season 4, with Villanelle repentant and religious, didn't make sense to me, even if the idea was to give her a penance to purge her actions. It didn't make me laugh; it felt like madness in a parallel world and that she had taken something like a hallucinogenic substance as well, whoever wrote this passage. The introduction of a new assassin, which would have predicted a continuity of Villanelle, was stripped without a very noticeable logic, but it served to assassinate her mentor and Villanelle's mentor, Constantin. In the last episode, she doesn't accept killing Villanelle because she has the same admiration for her that we do.
Hèléne becomes more prominent, as does Eve. We see Villanelle leave Eve's space and life and what was hoped for, what was most longed for, falls to the ground. They weren't going to have the much-desired life together during this season. The fate of Hèléne and Eve, who almost get involved, goes beyond the relationship between them. The episode in Cuba between Villanelle and Carolyn in which she lets Carolyn live is very uninteresting. Carolyn's "flashback" finally puts us at the heart of the mystery surrounding the "Twelve"-which was good. There are still murders, it is true, to remind us that Villanelle is a murderer, but there is no pride in carrying out these deaths, even if some touch on domestic violence. Villanelle even begins to dress casually, which she has rarely done in previous seasons. Life on the island with the other assassin didn't convince me either. It makes no sense to say that Carolyn has promoted her killing because of Kenny. She is in Barcelona when his death happens. This excuse doesn't work, and Carolyn, who also has a lot of blood on her hands, is still alive and free, even after ordering the worst murder of the entire series!?
As I wrote above, I didn't like this season. It seems that there is a curse about the last seasons of the great series. Maybe next time, I should expect the worst and be "fine" surprised by the plot. As I wrote in the previous message about Killing Eve, I was ecstatic at the idea of Laura Neal ending the series. She wrote "Sex Education," an extraordinary series where everything is discussed freely and intelligently, so I wasn't expecting this bad ending, nor the lack of content of the entire season.
The season 3 finale should have been the main event for the series finale. Forgiveness should be a part of the relationship that the two can develop. The other characters would be at the heart of the evolution of this relationship, and even if they didn't end up with each other, they would continue to live to give us the possibility to dream or scream with that choice. Killing all the most important characters was crazy for me, of course.
Villanelle's death did not please me. The blood-drawing angel wings in the river!? If she deserved these wings, why did she die?
I leave here the words of Laura Neal to explain her choice...
"We couldn't imagine Eve and Villanelle in domestic life for a long time. They're destined for something more explosive. [...] What felt right was to foster the rebirth of Eve, who now has a chance to build a new life with everything Villanelle gave her. And it felt right for Villanelle too. She's forged in death and destruction; part of her loves that. This is her place, where she belongs. In my mind, it's a happy ending for Villanelle in a way, because she got what she wanted—proof that she's changed and shown it to Eve."
Como escrevi na mensagem sobre o filme "Girlhood", "Bando de Raparigas", que recomendo vivamente, gosto muito do trabalho da Celinne Sciamma. Vi todos os seus filmes.
O "Retrato de Uma Rapariga em Chamas" é o melhor, sem sombra de dúvida. Celebra o amor, o medo, a abnegação, a rendição e a perdição. A perdição num amor impossível, vivido no século XVIII, em França.
A história reflete a condição das mulheres nessa época. Na história de Céline Sciamma nasce um amor, um amor que cresce através dos olhares que nos acompanham durante todo o filme. Uma paixão entre duas mulheres, descrita no tempo, sob um olhar feminino. A produção é quase toda feminina. No filme, também, há poucos homens, apesar de, estarem em segundo plano e de ter a força que a época transmitia-lhes. Os pintores eram maioritariamente homens, a criada está grávida e a Heloïse é prometida para um casamento com um homem nobre que ela não conhece e com o qual ela não quer casar. Este e o dilema principal e o tema principal do filme. Ela prefere o refúgio da solidão a este destino que ela encara com muita gravidade, abdicaria da sua liberdade, ficando no convento para fugir a este casamento, mas o destino quis que ela tivesse de enfrentar este pesado legado. A história de amor que nasce entre as duas mulheres é o outro tema fulcral do filme. Elas encontram-se dentro de uma vertigem de sentimentos que confunde o próprio designo da relação. Não haverá a possibilidade de viver plenamente este amor que começa e acaba dentro de um casulo feito de lembranças desde o primeiro dia. O amor entre elas é forte, dramático, épico, mesmo assim, é a única coisa que lhes vai dar o alento para continuar a viver. Elas entraram nessa história inteiramente, inventaram as suas vidas, as suas lembranças, o elo que irá ligá-las para sempre.
O feminismo inerente a este filme transforma-o como se fosse um filme atual. Hoje, ainda há poucas realizadoras, poucos apoios para as mulheres e, infelizmente, ainda existe um estigma em relação à liberdade das mulheres. Ela personifica o amor como um Deus através de uma lenda. O filme é muito bonito. Vale a pena ver.
A fotografia é sublime! A realização é sublime! Não escrevo isto porque adoro a Céline Sciamma, mas, porque é verdade. E se ela ganhou a "Palma de Ouro" no Festival de Cannes pelo roteiro, ela merecia o da realização, para mim. A descoberta da Heloïse (Adéle Haenel) pela pintora Marianne (Noemie Merlant) é extraordinário! Héloïse é o seu modelo, escondido com pudor, debaixo de um capuz azul e quando ele cai e revela a cor do cabelo durante a sua entrega à liberdade, passamos a ser Marianne, passamos a ser a pintora com a ânsia de conhecer o seu modelo. Quando Heloïse corre até o precipício, nós somos a Marianne a correr atrás dela e percebemos que ela tem medo do seu destino, devido à sua inaptidão em conseguir alterá-lo. É a perdição à vida, uma rendição da luta, a falta de liberdade de escolha. A divulgação dos olhos de Heloïse são de uma poesia, de uma beleza que nos subjuga, como subjugam a Marianne. A música que acompanha a cena do fogo transforma o ambiente num transcendente e magnifico momento/quadro. Adoro este filme! Um dos filmes de 2020!
Tentei vê-lo no cinema, mas o confinamento e o Covid 19 impediram-me. Partilho esta ligação. Se voltar aos cinemas, vão vê-lo! Uma boa maneira de ajudar é de comprá-lo. Fica bem na nossa coleção!
Comme je l'ai écrit dans le message sur le film "Girlhood", "Bando de Raparigas", que je recommande vivement, j'aime beaucoup le travail de Celinne Sciamma. J'ai vu tous ses films.
Le "Portrait d'une Fille en Feu" est le meilleur, sans aucun doute. Il célèbre l'amour, la peur, l'altruisme, l'abandon et la perdition. Perdition dans un amour impossible, vécu au 18ᵉ siècle, en France.
L'histoire reflète la condition des femmes à cette époque. Dans l'histoire de Céline Sciamma un amour né, un amour qui grandit à travers les regards qui nous accompagnent tout au long du film. Une passion entre deux femmes décrites dans le temps, sous un regard féminin. La production est presque entièrement féminine. Dans le film aussi, il y a peu d'hommes, en dépit d'être à l'arrière-plan et d'avoir la force que l'époque leurs transmis. Les peintres étaient majoritairement des hommes, la femme de chambre est enceinte et Héloïse est promise à un homme noble qu'elle ne connaît pas et qu'elle ne veut pas épouser. C'est le dilemme principal et le thème principal du film. Elle préfère le refuge de la solitude à ce destin auquel elle est confrontée très sérieusement et elle abdiquerait de sa liberté, resterait au couvent pour échapper à ce mariage, mais le destin a voulu qu'elle affronte ce lourd héritage. L'histoire d'amour qui née entre les deux femmes est l'autre thème central du film. Elles se retrouvent à l'intérieur d’un vertige de sentiments qui confond la conception même de la relation. Il n'y aura aucune chance de vivre pleinement cet amour qui commence et se termine dans un cocon fait de souvenirs dès le premier jour. L'amour entre elles est fort, dramatique, épique et, c'est la seule chose qui leur donne le courage de continuer à vivre. Elles sont entrées dans cette histoire corps et âme, elles ont inventées leurs vies, leurs souvenirs, le lien qui les reliera à jamais.
Le féminisme inhérent à ce film le transforme dans un film actuel. Aujourd'hui, il y a encore peu de cinéastes femmes, peu de soutien aux femmes et, malheureusement, il y a encore une stigmatisation en relation à la liberté des femmes. Elle personnifie l'amour en tant que Dieu à travers d’une légende. Le film est très beau. Il vaut la peine d'être vu.
La photographie est sublime! La réalisation est sublime! Je n'écris pas ça parce que j'aime Céline Sciamma, mais, parce que c'est vrai. Et si elle a remporté la "Palme d'Or" au Festival de Cannes pour son scénario, mais, elle méritait celui de la réalisation, pour moi. La découverte d'Héloïse (Adéle Haenel) par la peintre Marianne (Noémie Merlant) est extraordinaire! Héloïse est son modèle, cachée avec modestie sous une capuche bleue et quand elle tombe et révèle sa couleur de cheveux, lors de son abandon à la liberté, nous devenons Marianne, nous devenons la peintre désireuse de connaître son modèle. Quand Héloïse court jusqu’au précipice, nous sommes Marianne à sa poursuite et nous nous rendons compte qu'elle a peur de son destin, à cause de son incapacité à le changer. C'est la perte de la vie, l'abandon de la lutte, le manque de la liberté de choix. La révélation des yeux d'Héloïse est de la poésie, d'une beauté qui nous submerge tout en soumettant Marianne. La musique qui berce la scène du feu transforme l'environnement en un moment /tableaux transcendant et magnifique. J'adore ce film! Un des films de 2020!
J'ai essayé de le voir au cinéma, mais le confinement et le Covid m'ont empêché. Je partage cette connexion. S’il retourne aux cinémas, allez le voir! Une bonne façon d'aider c’est de l'acheter. Le film est bien dans notre collection!
"The L Word" voltou com um novo nome "The L Word: Generation Q". Ainda não tinha colocado online a mensagem que escrevi há algum tempo, mas, como li esta mensagem no Site "esQrever" ( https://esqrever.com/ ) que para mim resume o que penso, vou optar por partilhá-la. Escrita pela Ana Sofia Chaparreiro:
No Final da mensagem irei deixar um site para poderem ver a serie online e legendada. Nesta altura, complicada, pode ajudar a passar um bom tempo em casa!
"Porque o regresso da serie "The L Word" é tão importante?
The L Word” está de volta com um novo nome – “The L Word: Generation Q” e algumas das atrizes e personagens mais icónicas da primeira série, Bette, Shane e Alice fazem parte do enredo. Bette é uma política que pretende ser Presidente da Câmara de Los Angeles, Shane está num processo de divórcio e Alice tem um “Talk Show” na televisão. Jennifer Beals, Katherine Moenning e Leisha Hailey, respetivamente, são agora as produtoras executivas da nova temporada em colaboração com a criadora, Ilene Chaiken. Foram elas que tiveram a ideia de fazer uma continuação de “The L Word”. É produzida pela Showtime, tal como há 15 anos.
Quando “The L Word” saiu para os ecrãs de televisão, não existia nada sobre as lésbica ou bissexuais. As séries que existiam eram “Will & Grace” ou “Sex and the City” duas séries que apresentavam temas fraturantes com humor, e “Queer as Folk”, uma série que contava o dia a dia de um grupo de homens Gay no Reino Unido e, numa outra versão, também nos Estados Unidos. Não me lembro de a ver na televisão em Portugal. “Orange is The New Black” foi a série mainstream que seguiu “The L Word” com mulheres como protagonistas e depois dela não houve mais nenhuma. Essa falta, fez com que tivessem vontade de voltar com “The L Word”, primeiro pensaram fazer um filme e depois concretizaram com a sequela da série.
Ilene Chaiken conta como teve a ideia de criar “The L Word” e descreveu o seu “coming out” através da personagem de Jenny na série. Quando se apaixonou pela primeira vez por uma mulher descobriu uma comunidade evoluída, mas invisível, e assim pensou contar a história dessas mulheres. Como o canal Showtime produzia a série “Queer as folk”, conseguiu convencer a produção do episódio piloto. “The L Word” teve tanto sucesso com os primeiros episódios que a Showtime encomendou logo a segunda temporada. A série daria a visibilidade às mulheres lésbicas e bissexuais desfazendo os tabus e preconceitos associados à palavra Lésbica. Foi pioneira na revelação da sexualidade entre mulheres, da intensidade das suas relações e da interacção entre elas. Foi também pioneira na contratação de argumentistas e realizadoras, e muitas das atrizes que deram vida as personagens de “The L Word” são efetivamente lésbicas ou bissexuais como: Katherine Moenning, Leisha Hailey e a criadora Ilene Chaiken.
Em Portugal passava na RTP. Para mim e um grupo de amigas, ver “The L Word” era como um ritual, esperávamos ansiosamente os novos episódios. Debatíamos o que gostávamos e não gostávamos, chorávamos com a separação de Bette e Tina, mas sobretudo – sobretudo! – a série enchia de orgulho e de coragem uma geração de jovens que não sabia lidar com a sua orientação sexual e identidade de género. Foi preciso “The L Word” para mudar muitas das nossas vidas. Foi preciso “The L Word” para mudar os preconceitos associados às lésbicas que, até lá, eram representadas como mulheres ditas “masculinas”.
O último episódio foi há 11 anos e muitas coisas mudaram. “The L Word: Geração Q” foi motivada porque a nova geração Queer está mais preparada e mais aberta que em 2004. Quando “The L Word” acabou em 2009, não havia casamento entre pessoas do mesmo sexo. George Bush tentava, sem conseguir, alterar a constituição para impedir que o casamento gay fosse normalizado no Estados Unidos. Foi com a administração de Obama que o casamento foi legalizado em toda a América. O casamento entre pessoas do mesmo sexo é possível em muitos países e foi legalizado em Portugal no dia 8 de janeiro de 2010. “The L Word” deu visibilidade a uma pessoa trans, com a personagem de Max – hoje a definição da identidade de género é mais perceptível e aceite, mesmo se ainda perdura uma discriminação dos espaços que lhes é dado na sociedade. Na altura, ainda vigorava a lei “Don’t ask, don’t tell” no exército americano, restringindo as pessoas LGBTI, e foi então importante a personagem Tasha, uma militar negra e lésbica. A lei “Don’t ask, don’t tel” foi depois repelida com a presidência de Obama.
Apesar de se ter conseguido grandes avanços em termos legais, estamos a viver momentos complicados com governos que continuam a condenar a homossexualidade, grande companhias de divertimento a aceitar a censura das representações de afeto, há atentados contra o humor, contra a liberdade de expressão e o fascismo está a crescer, na Europa e no Mundo, com um preocupante retrocesso dos direitos fundamentais das pessoas LGBTI – pode dizer-se até, dos direitos humanos. Sob a administração Trump as pessoas trans são atacadas, rebaixadas e ele não as reconhece plenamente. Ainda não há igualdade de género – as mulheres não ganham o mesmo que os homens em muitos sectores, o movimento “Me Too” abriu os olhos sobre o assédio e agressões sexuais que as mulheres sofrem no trabalho. A violência contra as mulheres continua a matar, muitas, demasiadas e a nossa liberdade sexual e reprodutiva é sempre posta em causa. Atualmente, vivemos momentos obscuros nos Estados Unidos e em muitos países com “democracias”.
“The L Word Geração Q” volta para combater o conservadorismo e os ataques dirigidos à comunidade LGBTI e às mulheres com a nova administração Trump. O facto de Bette estar a tentar ser eleita Presidente da Câmara de Los Angeles, ela que é mulher, mestiça e lésbica é a prova disso.
Vi algures que “The L Word” é a bíblia das lésbicas e bissexuais e concordo plenamente.
Com a nova geração, há outros desafios! Só saíram 3 episódios. Vi os dois primeiros, muito promissores, e estou ansiosa por ver toda a série. Espero que volte a ser tão importante como há 11 anos. Estou à espera que a televisão portuguesa volte a partilhar a vida destas mulheres – os amores, desamores, as ilusões, desilusões, as transformações e a sexualidade. Mostrar apenas a vida com ela é – de todxs e de todos os dias.
Todo este novo panorama mundial mostra a importância de “The L Word Geração Q”. Precisamos, mais do que nunca, que elas nos iluminem com amor, sabedoria, paciência, raiva. Nós, mulheres, somos complexas, complicadas, apaixonadas, somos também, competentes, responsáveis, cumpridoras, mães e pais. Somos a vida… “The L Word” é uma série sobre muitas de nós, mesmo assim, somos além dela. Os preconceitos, a discriminação, as desigualdades não podem ter um lugar na vida das pessoas, independentemente da razão. Não há razão que se sobrepõe à vida, aos direitos humanos e à liberdade. A liberdade de viver bem os momentos que partilhamos na terra é fundamental. A cores é muito melhor.
Espero que algo de bom saia desta nova temporada."
Ora bem, o que dizer sobre este filme? Sobre o livro que foi a base do argumento? Que dizer sobre o livro de Patricia Higsmith e o que dizer sobre esta história?
Há uns anos atrás ofereceram-me o livro "O Preço do sal" e li muito rapidamente. Nele uma dedicatória - "nunca perdas o sal".
Patricia Higsmith, para muitos, é as histórias de Mr Ripley é o "Desconhecido do Norte-Expresso" levado para o cinema pelo Grande Alfred Hitchkock. Ela aliás, escreveu o livro sob um pseudónimo, Claire Morgan, para não ser relacionada com ela, estamos a falar do ano de 1952. Com o decorrer dos anos e o sucesso do livro, ela decide revelar que fora ela que o escreveu.
O nome do livro foi alterado, com muita pena minha... "O preço do sal" está relatado de uma forma linda no livro e a minha ligação vai de encontro com essa associação. Mesmo assim, e mais de 60 anos depois, alguém finalmente decide fazer um filme de Carol. O argumento é muito parecido com o livro e quem melhor que Cate Blanchett para fazer de Carol. Magnifica! E Rooney Mara é fantástica!
As histórias LGBT na altura acabavam todas mal, com mortes, afastamentos, terapias e de repente aparece um livro que acaba bem para as duas mulheres. Havia muito a perder quando se assumiam e Carol perdeu ao escolher viver o seu amor. As mulheres, nessa época, eram quem se dedicavam ao lar, cuidavam da casa, dos marido e dos filhos, eram a base do equilíbrio familiar. Eram mal vistas se saíssem desse modelo.
A incrível ousadia de Patricia Higsmith.
A história é simples e bem relatada. Vale a pena ler Carol (O preço do sal) e ver Carol.
Primeiro leiam e depois vejam. Não vão ficar desiludidos.
Now, what about this film? About the book that was the basis of the argument? What about Patricia Higsmith's book and what about this story?
A few years ago I was offered the book "The Price of Salt" and I read it very quickly. In it a dedication - "never lose salt".
Patricia Higsmith, for many, is the stories of Mr Ripley and the "Unknown of the North Express" taken to the cinema by the Great Alfred Hitchkock. In fact, she wrote the book under a pseudonym, Claire Morgan, so as not to be related to her, we are talking about the year 1952. Over the years and the success of the book, she decides to reveal that it was she who wrote it.
The name of the book was changed, much to my regret ... "The price of salt" is reported in a beautiful way in the book and my connection goes with this association. Still, and more than 60 years later, someone finally decides to make a "Carol" movie. The argument is very similar to the book and who better than Cate Blanchett to make Carol. Magnificent! And Rooney Mara is fantastic!
The LGBT stories at the time all ended badly, with deaths, leave, therapies and suddenly a book appears that ends well for both women. There was a lot to lose when they came out and Carol lost when choosing to live her love. At that time, women were the ones who dedicated themselves to the home, took care of the house, husband and children, were the basis of family balance. They were frowned upon if they left this model.
The incredible boldness of Patricia Higsmith.
The story is simple and well told. It is worth reading Carol (The price of salt) and seeing Carol.
First read and then see. You will not be disappointed.
Um filme sobre o
inconformismo, sobre a vontade de viver e de ser feliz independentemente de tudo.
Retrata
um amor impossível durante a segunda guerra mundial.
Um filme baseado no livro de Erica Fisher sobre factos reais.
Um pequeno excerto do livro:
A letter from Lilly to Felice, March 31st,
1943
- " Felice, I love you! What a feeling it is to
be able to say that! Oh, Felice, the nicest fate I could hope for is that of
lasting happiness. I want to live with you for a long, a very long time, do you
hear? And life is so beautiful, so wonderful. Felice, do you belong to me -
without limit? To me only? Please say you do, at least for a very long time to
come, please! Do you love me? I'm acting like a seventeen-year-old, arent't I?
Be good to me, Felice, please? And yet
please don't hold back. I wanted to lure you out of your hiding place. I am
like a child playing with fire; will I get burned? A little? Totally? Felice,
stop me! Isn't it just a little bit your fault that I'm so crazy, so totally
crazy?"
Com subtítulos em Francês. 3 partes. Podem traduzir os subtítulos em alemão para inglês. Basta aceder aos CC e traduzir automaticamente. You can translate the german subtitles in english. Go to CC and automatically translate in english.
Paris is Burning é um documentário feito por uma jovem (na altura) cineasta que filmou a comunidade "gay", "drag-queen" e transexual, afro-americana e latina de Nova-York.
Está bem patente a falta de oportunidade que esta comunidade tinha, no entanto, retrata como, mesmo rejeitada, consegue organizar-se e, por pouco tempo, sonhar que agarra o mundo. Da vontade de sair da rua nasce a "Ball Culture" que para muitos era como uma família. Cada concorrente pertencia à uma casa e ficava com o apelido desta casa. Foi também aqui que nasceu o "Voguing", dança celebrizada por Madonna no seu clipe "Vogue".
Ainda hoje, na noite, em algumas cidades, continuam estes encontros de dança.
Muitos d@s protagonistas morreram de Sida, a doença era fatal na época. No entanto, quero relembrar Venus Xtravaganza que foi assassinada num quarto de hotel. O seu sonho era ser mulher, ter uma família e casar.
Ontem, dia da visibilidade transexual, é para ela a minha mensagem e para tod@s que, como ela, perderam a vida ao tentarem ser felizes.
Mais um filme de Xavier Dolan que eu adoro. A história foi escrita quando ele tinha 16 anos e a realização começou logo de seguida. A estreia nos cinemas foi em 2009 quando ele tinha 20 anos.
Um génio!
Xavier Dolan descreve a relação difícil de um adolescente com a mãe. A dualidade amor/ódio que nasce na adolescência. A mãe já não é a fada da infância, já não é a perfeição; o lar; o amor. Fala da falta de comunicação e de compreensão. Ele mata-a de forma metafórica...
Anne Dorval que faz o papel da mãe dá uma mais-valia ao filme.
Kyss Mig é um filme sobre o amor em todo o seu esplendor. Sobre a sua dualidade, sobre o conflito interno que se tem quando existe uma atracão por alguém do mesmo sexo. É sobre o medo de se assumir, de tornar esse amor real e, por outro lado, é sobre a vontade de o viver intensamente.
Mia está quase a casar e Frida tem uma namorada. Quando elas se conhecem, em circunstâncias um pouco especiais, Mia se sente incomodada pela Frida. Enquanto ela luta contra o seu desejo - por pouco tempo é verdade- Frida vive, sem complexos, este novo amor.
As duas apaixonam-se "com todos os batimentos do coração."
A fotografia é linda, intimista. A banda sonora é muito boa! Adoro o filme, vale a pena ver!
Kyss Mig is a film about love in all its splendor. About the duality, the internal conflict we have when there is an attraction to someone of the same sex. It is about the fear of coming out, of making that love real and, on the other hand, it is about the desire to live love intensely.
Mia is about to get married and Frida has a girlfriend. When they meet, in somewhat special circumstances, Mia is troubled by Frida. While she fights her desire - for a short time it is true - Frida lives, without complexes, this new love.
The two fall in love "with every heartbeat."
The photograph is beautiful, intimate. The soundtrack is very good! I love the movie, it's worth watching!
Como sabem sou uma grande fã de Conchita Wurst. Não consigo fugir a isso, e por assim dizer, não quero.
Apressei-me a comprar o meu bilhete quando soube da vinda dela a Lisboa. Um pouco tarde, ao meu ver esta vinda, mas acredito que foi por causa da agenda dela, que deve ter sido muito preenchida desde que ela ganhou a Eurovisão da Canção em Maio de 2014. Ano de reviravolta para ela.
O "show" da Conchita foi promovido pelo TRUMPS, mas foi realizado no Gossip Club de Lisboa, antigo "Kings&Queens" onde, penso eu, estive há uns anos atrás com um amigo. Não me lembrei de quase nada ou está muito diferente. Confesso que fui cedo, queria beber um copo e curtir a música ao lado do bar, mas foi em vão, só abriram as portas à meia noite, por isso, fui dar "uma volta ao bilhar grande" como se costuma dizer. Não estava nada chateada, radiante e expectante eram as palavras certas. Dei uma volta por alguns restaurantes e voltei antes da meia noite. Já havia uma fila, e bem grande. Adorei o que vi...Não percebo nada de noites, não sei se o devo confessar, (pronto já está), e ainda menos de maldades, o que faz com que eu não entenda as dificuldades e os problemas que algumas pessoas querem infligir a outras, só porque as julgam "diferentes". O ambiente era de festa e de boa disposição, havia todo o tipo de casais e eu, sozinha neste momento (os peixes, o gato e a cadela não contam pois não?). Estavam felizes, tranquilos de mãos dadas, abraçados à espera de celebrar a liberdade de ser em todo o seu esplendor, e ninguém melhor que a Conchita para isso. Olhava para uma amostra da sociedade que me preenchia por ser tão... normal.
Entrei timidamente. A música já estava "a bombar" na sala enorme e vazia. Fiquei deslumbrada pelo tempo e deixei que ele me transportasse até ao bar. O DJ era poderoso e lindo, fiquei logo "apaixonada", (nada de sarcasmos por favor), parecia um Semi-Deus. Não sei o nome dele mas "who cares!" A Camisola era assimétrica e por baixo jaziam uns músculos bem desenhados. Uns "biceps" grandes e salientes e uns peitorais de sonho, daqueles que quando nos encostamos sentimos um aconchego e uma força. Era certo que manter aquele corpo era uma das suas prioridades. Eu perdi-me por minutos entre a realidade e o sonho que muit@s devem ter com ele, com toda a certeza! Faltava-lhe cabelo mas no caso dele os auscultadores postos de forma desajeitada conferiam lhe um charme acrescido. Sou capaz de lá voltar só para vê-lo!
O Gossip Club estava meio vazio. Ao meu lado jovens com a vontade de passar um bom momento. Eu, dirigi-me logo ao bar e pedi um gim-tónico. O "barman" era jovem e bonito. Tinha uma camisola à cava e um calção curto. Olhei para ele e para os seus colegas com um sorriso de contentamento: estava no Eden numa festa de Baco, sem sombra de dúvida. A tentação era muita. Lindos e bem feitos, uma tira amarela realçava os calções à volta das pernas: bem visto, nada a dizer. Agarrei no copo e ri-me por dentro. Pensei cá para mim: Que bela juventude que temos!
Coloquei-me ao lado de uma das colunas de som e bebi calmamente trocando olhares com a música do DJ. Uma questão me assolava nesta altura: danço ou não danço? Depois de alguns golos de gim senti a música a apoderar-se de mim. Ao meu lado um casal e um amigo a mexer como se não houvesse amanhã."Follow the Rythm!" Comecei a "abanar o capacete" sem problemas e como o meu copo se esvaziava sem explicação fui buscar outro para não perder toda a magia que sentia a crescer. Voltei para o mesmo sítio. Dos três era ela que se mexia mais, havia um sentimento de perda que pairava no ar e na festa, um pouco invejada por mim. Segui-os e dancei para mim, para eles, para os outros e para o DJ que estava a beira de me salvar a vida: "Last Nigth"...perceberam não é?
Duas boas horas depois e dois gins bem fortes, eu estava bêbada! Não sabia bem como, nem porquê, os copos eram pequenos - as doses de gins é que eram grandes. Tive de ir à casa de banho. Imaginem a sala a rodopiar sob os meus pés; uma rota com turbulência à vista; um labirinto. Duas mulheres lindas estavam lá ao mesmo tempo que eu. Lindas? Eu diria deslumbrantes, mas juntas... De qualquer maneira eu estava bêbada e precisava de acertar com a sanita, o resto era irrelevante! Consegui e saí apressadamente da casa de banho: tinha um encontro com a grande Conchita e precisava de estar à frente. Ainda estava tudo muito vazio, por isso, foi fácil chegar onde eu estava, e esperar pela artista. A minha máquina de foto estava pronta para captar todos os momentos e mais alguns. Durante este tempo de espera entraram personagens conhecidas e entre elas a dupla "Lourenzo&Pedro" da "internet". Dois homens "Unstoppables". Pedro é surrealmente bonito, parecia um anjo. Entraram para um lado da sala que eu deduzi ser para os VIPS. Ele resplandecia no meio deles. Dois corajosos, dois seres humanos de primeira classe. Lutam pelos que não se sentem à vontade de o fazer, mas, e é isso que é mais estranho, lutam por eles, apenas porque se amam: AMAR! Percebem o verbo AMAR? Este verbo não pode suscitar o ódio! AMAR! E Pedro Dias, que não conhecia, mas que me inspira pela sua pessoa e história. Uma história difícil, mas que como ele diz "Tudo vai melhorar!" Tiro-lhe o meu chapéu e para a próxima tentarei aproximar-me e, quem sabe, abraçá-lo. Pode ser? O meu muito Obrigada!
Vanessa Silva
Finalmente a música parou e as luzes se acenderam. Eu estava pronta para tirar umas fotos quando...mas quem é? Não, não era a Conchita, mas, tinha uma grande voz. Pedi o nome à um jovem que estava ao meu lado e confesso que ele me o sussurrou ao ouvido, mas deste sussurro misturado com o álcool, não consegui registar o nome dela. Cantou três canções e culminou com "Gente da Minha Terra" e uma actuação de um dançarino/atleta, numa corda presa ao tecto. Foi belo! Gostava que me dissessem como se chama esta artista? "Please?"
Jocka
Entretanto eles saíram e ela entrou. A Conchita entrou! Ela chegou! Não sou boa "groupie", boa fã, não grito, não choro, mas confesso que senti uma falta de ar. Precisava disso, sonhava com isso. Estou completamente contra os que zelam demais pelo bem estar dessas estrelas, que as deixam intocáveis apesar de serem "Unstoppables". Penso que Conchita, sobre quem já escrevi é alguém de extremamente inteligente. Gosto desta palavra e diria também dada aos outros. Sim ela tem a fama, o dinheiro, uma excelente produção, mas, ela trabalha e sinto que existe algo de genuíno e ingénuo nela, e isso tenho a certeza, e é por isso que lhe dou valor. Não há nada que não seja meticulosamente revisto, ensaiado, mesmo as suas coreografias são acompanhadas de poses, de trabalho. Incrível! "Well Done!"
Não me posso esquecer de falar do símbolo que ela representa. Sei que ela não gosta de ser vista assim, mas não consegue fugir a isso. É um símbolo é um ícone "Gay" e ficará para sempre. Ganhou doze pontos de Portugal! Sim somos assim e temos de o ser mais vezes ainda, e em todos os domínios. Quando ela entrou ouviu-se um barulho. Ela começou logo a cantar "Unstoppables", ficamos todos de boca aberta. Eu, como conhecia a letra, cantarolava ao mesmo tempo que tirava as fotos nervosamente, como muitos outros. Esperava outra roupa, algo de mais arrojado, de mais ousado, mas não, optou por um fato macaco azul, bonito e elegante. Ela é mais pequena do que eu pensava. Cantou "Unstoppables", "Out o Body Experience" e "Firestorm" antes da sua grande consagração: "Rise like a Phoenix". Cantou e acompanhou o coro que preenchia a sala. Todos éramos Conchita e Conchita era todos nós. Estávamos rendidos e penso que ela também. Fomos calorosos à imagem do fénix que renasce das suas cinzas. A emoção e a harmonia cobriam a sala como raios de luz. Eu estava apenas a dois metros dela e todo o meu eu jubilava. Uma grande artista e uma grande pessoa sem sombra de dúvida, não esquece de onde veio e o que representa.
A esta noite memorável, faltou uma foto mais perto, um abraço que eu lhe queria dar. Faltou um beijo nas suas bochechas e um sussurro de confidência sobre a minha admiração. Faltou isso, sim senhor! Fica para a próxima vez!
O meu humilde vídeo
Uma entrevista que ela deu em Lisboa para o Observador. Vale a pena ver!
PS: Já sei quem é a cantora portuguesa que atuou antes da Conchita. Ela chama-se Vanessa Silva e além de "Gente da Minha Terra" cantou uma das suas canções: "A Alvorada". O artista que a acompanhou e que fez um número extraordinário na corda foi: Jocka-artista de circo e um dos melhores do mundo. Eu fiquei pasmada com a atuação deles!
"Mommy" é um drama muito perturbador. Fiquei, quando o vi no cinema, pregada à cadeira até ao fim. Muitas vezes fiquei sem fôlego e, muitas vezes tive vontade de gritar. A sala pequena e escura do cinema Monumental ficou sem ar para respirar. Xavier Dolan ganha o prémio do júri do Festival de Cannes com este filme. Falha a Palma de Ouro, mas sem sombra de dúvida, ele foi mais uma vez a revelação do festival.
Uma comédia deliciosa sobre o amor. Sobre como o amor nasce no meio das especiarias, das fragrâncias, das essências da comida indiana. Toda essa magia da cozinha é apresentada através de uma "alquimia" que se transforme em química que culmina em amor que vai crescendo entre as duas personagens. Família, tradição, comida, cultura e amor. A evolução desse amor entre elas, o confronto, o conflito, mais interno que externo, é abordado de forma suave e inteligente. A comunidade aceita muito bem. É um filme leve e muito bem feito!
Gosto muito deste filme. É interessante ver que duas pessoas completamente opostas - ou não - se apaixonam. Não podemos esquecer que para além de todas as crenças, culturas e nacionalidades somos seres humanos feitos de sapiência e de carne.
- E como explicar o amor???
- Tem a mesma proveniência de tudo o que nos rodeia, com que nos identificamos e faz parte da nossa essência, por isso, ninguém pode explicar como se deve agir perante os nossos sentimentos. Amar, sentir atracão são impulsos muito fortes que algumas vezes não conseguimos controlar.
- E porquê controlar? Sim, desde que não colocamos os outros em perigo.
- Tudo se encaixa quando o amor é reciproco!
Este filme é um exemplo para todos. Os diálogos são muito bons, claros, francos e inteligentes. As duas protagonistas são lindas e desempenham muito bem os seus papeis.
I really like this movie. It is interesting to see that two completely opposite people - or not - fall in love. We cannot forget that, in addition to all beliefs, cultures and nationalities, we are human beings made of wisdom and flesh.
- And how to explain love ???
- It has the same source of everything that surrounds us, with which we identify and is part of our essence, so no one can explain how to act in the face of our feelings. Loving, feeling attraction are very strong impulses that sometimes we can´t control.
- And why control it? Yes, as long as we don't put others in danger.
- Everything fits when love is reciprocal!
This film is an example for everyone. The dialogues are very good, clear, frank and intelligent. The two protagonists are beautiful and play their roles very well.
Como todos sabem sou fã do trabalho de Nicole Conn. O seu empenho em tratar de assuntos relacionados com a liberdade, o respeito, a dignidade a ligam a todos os que combatem assuntos relacionados com a violação dos direitos fundamentais dos seres humanos: "Viver e ser livre!" As mulheres são tratadas como são: complexas, complicadas, maravilhosas e... carentes, amorosas, deliciosas.
Este filme é um filme bonito, com um desfecho surpreendente. Um verdadeiro "Perfect Ending". O amor é vivido para além da matéria! É um grande filme!
As you all know, I'm a fan of Nicole Conn's work. Her commitment to dealing with issues related to freedom, respect, dignity, links her to all those who fight issues related to the violation of fundamental human rights: "Live and be free!" Women are treated as they are: complex, complicated, wonderful... needy, loving and delicious.
This film is a beautiful film, with a surprising ending. A true "Perfect Ending". Love is lived beyond matter! It's a great movie!
Quando pensei em fazer um Blogue sobre cinema, (sobre alguns filmes, poesia, etc...), queria que ele fosse o mais inclusivo possível. Os temas que são abordados são assuntos que de alguma forma me tocam. Pretendo, (a minha modesta pessoa), mostrar que existe várias formas de amar e de amor, e que elas têm todas um lugar nas sociedades em que vivemos, bem como, nas mentes mais libertas e no meu coração.
"Imagine me and you" é uma comédia romântica, ligeira, feita para passar um bom serão. Gosto dela por isso, faz me passar um bom tempo e não complica em nada. Ah! A história em si é um pouco complicada, mas tudo corre pelo melhor. Em cima está "dublado" em brasileiro, e no link em baixo está em inglês com tradução em espanhol. É melhor que nada!.
Podem escolher o que mais gostarem...
Há muito que quero colocar este filme no meu blogue. Não consegui pelo Youtube, mas partilho um link em que ele está completo. Vale sempre a pena ver este "Grande" filme com duas "Grandes" interpretações.
Na índia nasce um amor proibido. Este filme é uma dádiva de Deepa Metha. Ela recebeu ameaças de morte quando filmava, de tal forma que teve de sair da índia. Alguns cinemas, os que se atreviam a passar o filme, foram queimados. Para quê??? Porque são duas mulheres que descobrem o amor entre elas. Um amor para fugir da solidão e das convenções... Um filme muito interessante sobre os segredos do coração. "Quando não há escolha, o coração é que escolhe!" Da trilogia: "Fire"; "Earth"; "Water". OMG, são todos magníficos! Vale a pena ver e ouvir alto para não perder nada! Está aqui legendado, aproveitem bem. Esta fábula é maravilhosa. Vejam no YouTube é só clicar.
In India, a forbidden love is born. This film is a gift from Deepa Metha. She received death threats while filming, so much so that she had to leave India. Some cinemas—those that dared to show the film—were burned. For what???
Because they are two women who discover love between them. A love to escape loneliness and conventions... A very interesting film about the secrets of the heart. "When there is no choice, the heart chooses!" .
From the trilogy: Fire; Earth; Water. OMG, everyone is magnificent!
It's worth seeing and listening aloud so you don't miss anything!
It's here, with subtitles. Enjoy it. This fable is wonderful.
See it on YouTube! Just click.
No frio do Canada, um amor que derrete o gelo. Um dos melhores filmes sobre o nascimento do amor entre duas mulheres. O contraste cultural é desafiante. Toda a representação dramática, filosófica, bem como a religiosa, é tratada de forma muito inteligente e os diálogos são francos e profundos. Aprendemos que o amor não tem barreiras. Um filme imprescindível!
Um filme inquietante sobre o poder do egoísmo, da maldade e da mentira. Mostra como somos seres fáceis de manipular quando a emoção se sobrepõe à razão. Os laços que unem as protagonistas que cometem esta "infâmia" são afetivos.
Não podemos esquecer que este filme foi feito em 1961, baseado na peça de teatro com o mesmo nome de Lillian Hellman, e que nessa altura o tema da homossexualidade era um tema difícil de abordar. E se muitas coisas mudaram desde então, ainda há muito por fazer.
Destruir a vida de alguém podia e pode resumir-se a isto!
Aliás, é um pouco por causa deste filme que escolhi o nome "Audrey" de Audrey Hepburn como pseudónimo do meu blogue. Bom filme!